segunda-feira, 9 de julho de 2018

A iniciar a semana

Não há nada como acordar à segunda, saber que se tem TODA uma semana pela frente, e ainda assim, estar-se bem disposto(a).

Boa-segunda 😀


4 comentários:

  1. Também nunca percebi realmente essa coisa do "odeio segundas-feiras". Antes das redes sociais, associava isso ao Garfield e às suas frequentes tiras sobre como ele "hated mondays" -- o que nunca fez sentido, já que ele é um gato e não tem emprego, mas talvez a piada fosse o surrealismo disso.

    Com as redes sociais e afins é que comecei a ver que isso não é só uma piada recorrente num comic sobre um gato gordo cor-de-laranja: há imensa gente que realmente sente isso, com imensa intensidade, e muitas vezes ao ponto de 1) o anunciar ao mundo na maioria das segundas-feiras, e 2) infernizar a vida aos colegas de trabalho nesses dias.

    Aliás, já "desamiguei" vários conhecidos/ex-colegas no Facebook, Twitter, etc., devido aos seus posts constantes de puro ódio às segundas-feiras. Não sei, acho que isso acaba por ser uma mistura de narcisismo ("olhem para mim, sou tão especial!") e exibicionismo ("o meu fim de semana foi tão, mas tão espectacular, que em comparação com ele o o primeiro dia de trabalho é um sofrimento atroz e hediondo.").

    Nunca tinha, porém, pensado nessa do desejar que a vida passe mais rápido. Mas, realmente, parece ser esse o caso das pessoas que passam o tempo à espera do fim de semana -- estão, de certa forma, a pôr de parte 5/7 dos seus dias, a aceitar resumir a sua vida a 28.5% do tempo dela.

    Não sei... acho que faz parte da cultura portuguesa, também. Independentemente do que seja o nosso trabalho, ainda pensamos muito como se trabalhassemos na função pública estereotipada e/ou numa fábrica também estereotípica, em que os dias são todos iguais, o trabalho é uma coisa chata e repetitiva e com o qual não se aprende nada, e acaba por se resumir a estar lá muitas horas todos os dias, até a semana acabar.

    Mas, obviamente isso não tem de ser assim -- mesmo sem entrar em questões de IF, no mundo actual os trabalhos não são para toda a vida (nem isso seria desejável, acho), e se o actual é o inferno que o pessoal do "odeio segundas" descreve, deviam era pensar em mudar. Por outro lado, anunciar repetidamente a nossa insatisfação ao mundo é muito mais fácil, não é? :)

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    1. Confesso que no meu ultimo trabalho as segundas eram um inferno, aliás o domingo já o era. Era realmente difícil regressar ao trabalho. Começou por ser difícil a segunda e depois passou a ser todos os dias da semana… Até que, respondendo à tua ultima pergunta, foi mais fácil para mim MUDAR de emprego do que continuar a lamentar as segundas, terças, quartas…


      Talvez concorde, está enraizado em nós, povo português, o facto de nos queixarmos de tudo. Principalmente do trabalho, seja à família, a colegas… etc.


      Hoje, que aceito o trabalho como algo bom, e faço o que gosto, (e tenho bases para em caso de ficar desempregada, não ter de me preocupar com falta de dinheiro), estou tranquila em relação às segundas, quartas, sextas…
      E faz-me tremenda confusão encarar quem não tem estaleca para mudar, mas tem para se queixar de tudo.

      A mudança não deve ser medo. Temos uma capacidade de adaptação fantástica e há que investir em nós :)


      Quanto à alusão de "desejar que a vida passe rápido", quando encontrei esta imagem fiquei a pensar, é a verdade, "nós" passamos a vida à espera do fds, à espera das férias, à espera dos feriados, para se poder fazer algo diferente. E a vida passa. A vida passa mesmo.
      E o chato é que há muitos que quando têm esse fds, essas férias, esse feriado, ainda o consomem a falar mal ou a rogar pragas ao trabalho.

      É preciso cautela neste assunto, porque acredito que não seja fácil para todos/as mudarem de trabalho/emprego…

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    2. Relativamente ao teu último ponto: concordo, claro; não estou para aqui a dizer que quem não muda de emprego é "fraco" ou "cobarde" ou coisa parecida. Muitas vezes não podemos mesmo, pelo menos na situação actual,, por diversas (e boas) razões.

      Mas... ainda acho que "já me mentalizei que este emprego é para a vida toda" não é uma boa razão. :) Sobretudo se se detesta o trabalho, ou se as condições pioraram nos últimos anos.

      Tenho um colega nos seus 50 e pouco que é exactamente assim. Trabalha cá há 15-20 anos (só isso já me faz imensa confusão, parece-me estagnação, mas isso é outra história), mas está tudo menos feliz: está sempre a reclamar -- alto e bom som -- por coisas que mudaram (do ponto de vista dele, para pior), regalias perdidas, as instalações terem mudado e ele já não estar a 10 minutos (a pé) do trabalho, etc.; às vezes fica mesmo afectado com isso e fica com um mau humor daqueles que afecta toda a gente à volta, sobretudo porque não se consegue calar sobre isso nessas alturas.

      Mas, sair? Nem pensar. Isto é para ser até à reforma, e acabou-se.

      São mentalidades... Enfim, não sei... faz-me mesmo confusão. :( Sobretudo porque não dá para ajudar uma pessoa assim...

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  2. É isto que não quero para mim. Passar a vida a desejar que chegue a Sexta, que cheguem as 18h, etc...

    Beijocas

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