Não há nada como acordar à segunda, saber que se tem TODA uma semana pela frente, e ainda assim, estar-se bem disposto(a).
Boa-segunda 😀
Pois é, como vos disse recebi esta semana os meus primeiros dividendos. Portanto já posso fazer uma comparação muito simples. Nos Aforros, 1...
Também nunca percebi realmente essa coisa do "odeio segundas-feiras". Antes das redes sociais, associava isso ao Garfield e às suas frequentes tiras sobre como ele "hated mondays" -- o que nunca fez sentido, já que ele é um gato e não tem emprego, mas talvez a piada fosse o surrealismo disso.
ResponderEliminarCom as redes sociais e afins é que comecei a ver que isso não é só uma piada recorrente num comic sobre um gato gordo cor-de-laranja: há imensa gente que realmente sente isso, com imensa intensidade, e muitas vezes ao ponto de 1) o anunciar ao mundo na maioria das segundas-feiras, e 2) infernizar a vida aos colegas de trabalho nesses dias.
Aliás, já "desamiguei" vários conhecidos/ex-colegas no Facebook, Twitter, etc., devido aos seus posts constantes de puro ódio às segundas-feiras. Não sei, acho que isso acaba por ser uma mistura de narcisismo ("olhem para mim, sou tão especial!") e exibicionismo ("o meu fim de semana foi tão, mas tão espectacular, que em comparação com ele o o primeiro dia de trabalho é um sofrimento atroz e hediondo.").
Nunca tinha, porém, pensado nessa do desejar que a vida passe mais rápido. Mas, realmente, parece ser esse o caso das pessoas que passam o tempo à espera do fim de semana -- estão, de certa forma, a pôr de parte 5/7 dos seus dias, a aceitar resumir a sua vida a 28.5% do tempo dela.
Não sei... acho que faz parte da cultura portuguesa, também. Independentemente do que seja o nosso trabalho, ainda pensamos muito como se trabalhassemos na função pública estereotipada e/ou numa fábrica também estereotípica, em que os dias são todos iguais, o trabalho é uma coisa chata e repetitiva e com o qual não se aprende nada, e acaba por se resumir a estar lá muitas horas todos os dias, até a semana acabar.
Mas, obviamente isso não tem de ser assim -- mesmo sem entrar em questões de IF, no mundo actual os trabalhos não são para toda a vida (nem isso seria desejável, acho), e se o actual é o inferno que o pessoal do "odeio segundas" descreve, deviam era pensar em mudar. Por outro lado, anunciar repetidamente a nossa insatisfação ao mundo é muito mais fácil, não é? :)
Confesso que no meu ultimo trabalho as segundas eram um inferno, aliás o domingo já o era. Era realmente difícil regressar ao trabalho. Começou por ser difícil a segunda e depois passou a ser todos os dias da semana… Até que, respondendo à tua ultima pergunta, foi mais fácil para mim MUDAR de emprego do que continuar a lamentar as segundas, terças, quartas…
EliminarTalvez concorde, está enraizado em nós, povo português, o facto de nos queixarmos de tudo. Principalmente do trabalho, seja à família, a colegas… etc.
Hoje, que aceito o trabalho como algo bom, e faço o que gosto, (e tenho bases para em caso de ficar desempregada, não ter de me preocupar com falta de dinheiro), estou tranquila em relação às segundas, quartas, sextas…
E faz-me tremenda confusão encarar quem não tem estaleca para mudar, mas tem para se queixar de tudo.
A mudança não deve ser medo. Temos uma capacidade de adaptação fantástica e há que investir em nós :)
Quanto à alusão de "desejar que a vida passe rápido", quando encontrei esta imagem fiquei a pensar, é a verdade, "nós" passamos a vida à espera do fds, à espera das férias, à espera dos feriados, para se poder fazer algo diferente. E a vida passa. A vida passa mesmo.
E o chato é que há muitos que quando têm esse fds, essas férias, esse feriado, ainda o consomem a falar mal ou a rogar pragas ao trabalho.
É preciso cautela neste assunto, porque acredito que não seja fácil para todos/as mudarem de trabalho/emprego…
Relativamente ao teu último ponto: concordo, claro; não estou para aqui a dizer que quem não muda de emprego é "fraco" ou "cobarde" ou coisa parecida. Muitas vezes não podemos mesmo, pelo menos na situação actual,, por diversas (e boas) razões.
EliminarMas... ainda acho que "já me mentalizei que este emprego é para a vida toda" não é uma boa razão. :) Sobretudo se se detesta o trabalho, ou se as condições pioraram nos últimos anos.
Tenho um colega nos seus 50 e pouco que é exactamente assim. Trabalha cá há 15-20 anos (só isso já me faz imensa confusão, parece-me estagnação, mas isso é outra história), mas está tudo menos feliz: está sempre a reclamar -- alto e bom som -- por coisas que mudaram (do ponto de vista dele, para pior), regalias perdidas, as instalações terem mudado e ele já não estar a 10 minutos (a pé) do trabalho, etc.; às vezes fica mesmo afectado com isso e fica com um mau humor daqueles que afecta toda a gente à volta, sobretudo porque não se consegue calar sobre isso nessas alturas.
Mas, sair? Nem pensar. Isto é para ser até à reforma, e acabou-se.
São mentalidades... Enfim, não sei... faz-me mesmo confusão. :( Sobretudo porque não dá para ajudar uma pessoa assim...
É isto que não quero para mim. Passar a vida a desejar que chegue a Sexta, que cheguem as 18h, etc...
ResponderEliminarBeijocas