sexta-feira, 15 de junho de 2018

Nunca fiz...

… desde o momento em que decidi poupar:

- Comprar livros de organização financeira.

E tanto que eu gosto de livros. Mas foi algo que nunca me passou pela cabeça. É para mim um contrassenso. Quero poupar e vou gastar para o fazer(?), quando temos inúmeros e bons blogues portugueses a abordar o assunto(?). É uma opinião pessoal, claro está. Mas nunca equacionei essa hipótese.
Pesquiso muito online, e bem vistas as coisas já pago o serviço de internet, portanto, acho que é justo não me dedicar à compra de livros. Acredito que muitos possam conter informação relevante, mas penso, não possuirão todos grande parte do mesmo "fundo"(?).

Basta falarmos com as pessoas mais antigas da família:

- Sistema de Poupança por categorias em envelopes > basta lembrar que as nossas avós faziam isso, separavam o pouquinho que os maridos recebiam em montinhos diferentes conforme a finalidade;

- Aproveitamento de sobras das refeições; agora temos o habito de cozinhar em excesso e congelar > no tempo dos avós, reaproveitavam completamente tudo, nada se estragava. Conservação em sal. Aproveitamento de sobras em refeições diversas...

- Finalmente recai em consciência a água (exagerada) que utilizamos, principalmente em banhos > no tempo dos avós, tomavam banho em banheiras de inox ou barro e a água era ainda aproveitada para lavar terraços e afins.

- Hoje saímos á rua e ele são gelados, cafés, bolos, produtos de supermercado que nem são tão necessários quanto isso, e vá, lá vamos nós todos contentes comprar > no tempo dos avós, entrava em casa o estritamente necessário. Era dos pomares que vinha a fruta e das hortas a maior parte dos alimentos. É evidente que nem todos temos horta, nem pomares, nem facilidade de poder vir a ter, mas poderemos ter controlo no resto, na compra por impulso p.e.

Não são criticas. São a evolução dos tempos eu bem sei. Não podemos todos pensar "ah se a avó não teve eu também não vou ter, vou é poupar, poupar, poupar". Não, não é isso. Até porque as minhas avós não poupavam, poupavam, poupavam, porque simplesmente não tinham como. Mas geriam a casa de um modo exímio. Não faltou nada nem ao meu pai nem à minha mãe. Ou talvez tenha faltado um prato mais composto de vez em quando, mas nunca esteve vazio.
A minha mãe conta-me inúmeras histórias sobre como se geria naquela época uma casa. Como entrava o dinheiro (suado de trabalho) e saia investido em bens alimentares… Já tive a oportunidade de dar umas espreitadelas por livros online, excertos, métodos, …, e nenhum se equiparou a conversas que tenho com a minha mãe. É por isso, que quando encontro um livro sobre poupança não me interessa adquiri-lo, interessava-me sim, ter uma das avós para conversar. Mas tenho de me cingir a aprender com os filhos. Porque hoje também sou filha e um dia também serei avó.

8 comentários:

  1. Compreendo o que dizes mas estaria a mentir se dissesse que nunca comprei nenhum. Já comprei alguns e fui-me desfazendo deles sendo que apenas tenho um que de tempos a tempos gosto de reler!
    Além disso cá por casa é um tema de conversa recorrente porque nunca fomos ricos nem tivemos hipótese de desperdiçar dinheiro! ;)
    Beijinho
    Cris

    www.lima-limao.pt

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    1. A conversa sobre o tema é sem dúvida, para mim, um factor importante no sucesso ao gerir recursos.
      Beijinhos Cris :)

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  2. Essa dos envelopes quero ver se a começo. Mas eu poupo na conta. Sei que não devo mexer e não mexo mesmo =)
    Mas adorei as tuas dicas. Adoro mesmo.

    Beijocas

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    1. Conheço pessoalmente quem use o sistema de envelopes e se de mesmo muito bem :)
      Se poupas na conta, sem tendência a mexer no dinheiro és também muito controlada e decidida, por isso, penso que já estás certa :)
      Beijinhos e boas férias por esses lados

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  3. Concordo em relação ao consumismo que as nossas gerações têm e que não existia no tempo dos nossos avós (em parte por haver menos coisas nas lojas, em parte por haver menos dinheiro "de sobra", em parte... bem, não vou aqui entrar em sociologias :) ).

    Relativamente à compra de livros sobre finanças pessoais (e desenvolvimento pessoal, e outras coisas mais ou menos interligadas), eu confesso que compro -- e isto além de ler blogs, sites, etc. (por alguma razão estou aqui :) ). Tenho várias razões para isto, mas as principais são: 1) quanto mais ocupo a mente com estes assuntos, mais inspirado e focado me sinto (além de que nunca se sabe quando é que posso, graças ao que leio e aprendo, ter "aquela" ideia genial que me faz começar alguma coisa que me permite resolver todas as questões financeiras), e 2) para mim, "poupança" (ou mesmo toda a questão da gestão/optimização das finanças actuais) é só o início, não é o fim -- esse está no subtítulo do meu blog. :) E sei que, para isso, ainda tenho muuuuuito que aprender...

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    1. Não condeno quem opta por adquirir este tipo de livros, aliás se os há (havendo tantos e tantos muito aconselhados) é para que, quem quiser, se sirva da informação.
      :)
      Continua na tua luta, como já escrevi no teu blogue, estou a gostar de acompanhar :)

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  4. Eu considero os livros um complemento importante ao conteúdo dos blogs, mas confesso que só compro aqueles que sei que vou dar uso. Recorro mesmo é à biblioteca.
    :-)

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    1. A biblioteca é sempre um bom recurso. Confesso que não consulto a da minha zona, mas talvez não seja má ideia iniciar.
      :)
      Beijinhos

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