… desde o momento em que decidi poupar:
- Comprar livros de organização financeira.
E tanto que eu gosto de livros. Mas foi algo que nunca me passou pela cabeça. É para mim um contrassenso. Quero poupar e vou gastar para o fazer(?), quando temos inúmeros e bons blogues portugueses a abordar o assunto(?). É uma opinião pessoal, claro está. Mas nunca equacionei essa hipótese.
Pesquiso muito online, e bem vistas as coisas já pago o serviço de internet, portanto, acho que é justo não me dedicar à compra de livros. Acredito que muitos possam conter informação relevante, mas penso, não possuirão todos grande parte do mesmo "fundo"(?).
Basta falarmos com as pessoas mais antigas da família:
- Sistema de Poupança por categorias em envelopes > basta lembrar que as nossas avós faziam isso, separavam o pouquinho que os maridos recebiam em montinhos diferentes conforme a finalidade;
- Aproveitamento de sobras das refeições; agora temos o habito de cozinhar em excesso e congelar > no tempo dos avós, reaproveitavam completamente tudo, nada se estragava. Conservação em sal. Aproveitamento de sobras em refeições diversas...
- Finalmente recai em consciência a água (exagerada) que utilizamos, principalmente em banhos > no tempo dos avós, tomavam banho em banheiras de inox ou barro e a água era ainda aproveitada para lavar terraços e afins.
- Hoje saímos á rua e ele são gelados, cafés, bolos, produtos de supermercado que nem são tão necessários quanto isso, e vá, lá vamos nós todos contentes comprar > no tempo dos avós, entrava em casa o estritamente necessário. Era dos pomares que vinha a fruta e das hortas a maior parte dos alimentos. É evidente que nem todos temos horta, nem pomares, nem facilidade de poder vir a ter, mas poderemos ter controlo no resto, na compra por impulso p.e.
Não são criticas. São a evolução dos tempos eu bem sei. Não podemos todos pensar "ah se a avó não teve eu também não vou ter, vou é poupar, poupar, poupar". Não, não é isso. Até porque as minhas avós não poupavam, poupavam, poupavam, porque simplesmente não tinham como. Mas geriam a casa de um modo exímio. Não faltou nada nem ao meu pai nem à minha mãe. Ou talvez tenha faltado um prato mais composto de vez em quando, mas nunca esteve vazio.
A minha mãe conta-me inúmeras histórias sobre como se geria naquela época uma casa. Como entrava o dinheiro (suado de trabalho) e saia investido em bens alimentares… Já tive a oportunidade de dar umas espreitadelas por livros online, excertos, métodos, …, e nenhum se equiparou a conversas que tenho com a minha mãe. É por isso, que quando encontro um livro sobre poupança não me interessa adquiri-lo, interessava-me sim, ter uma das avós para conversar. Mas tenho de me cingir a aprender com os filhos. Porque hoje também sou filha e um dia também serei avó.