quinta-feira, 18 de abril de 2019

Lista de desejos e como a gerir

Todos nós temos algo que gostaríamos muito de ter, nem que seja apenas um artigo, mas temos.
Eu também, assumo, apesar de ter retirado muita coisa da minha lista de necessidades e/ou desejos nos últimos 2 anos. Algumas porque não fazem mais parte do estilo de vida que adoptei, outras porque já não são de todo necessárias, ainda assim há coisitas que pesquiso, gosto e gostaria de ter.
Tudo tem um custo, evidentemente, e ao comprar, terei de abdicar de horas de trabalho para adquirir aquele "objeto"/serviço.
Então costumo analisar o custo por horas de trabalho, de modo a verificar se aquela compra realmente vale o esforço das minhas horas e dias de trabalho.
Muitas vezes verifico que preciso de trabalhar 2 e 3 dias para aquela compra e dói-me um bocado que em 2 minutos aquele dinheiro me saia da conta assim, num ZÁS! e acabo por não comprar.

É claro que há compras que têm de ser feitas, alimentação, bens de higiene, saúde, etc., mas futilidades em que preciso de trabalhar mais de 3 dias? Hummm por norma tenho de pensar muito bem se o retorno que terei justifica praticamente uma semana de trabalho.

- Pesquiso sempre por alguns dias, de modo a verificar se não é um "desejo" de impulso.
- Analiso o meu tempo de trabalho para ganhar o dinheiro que vou gastar.
- E nunca, nunca, tenho um mês em que gaste mais que 2 dias de trabalho em artigos de "não necessidade". Em muitos nem meio dia gasto, para dizer a verdade.

Acho que é um bom exercício para quem não consegue gerir as compras por impulso, ou para quem pensa em poupar algo mais mensalmente. Isto claro, não se adequa à alimentação, pagamento de serviços (tv, telefone - sem bem que, até para estas contas devíamos definir um limite de dias de trabalho), é mesmo àquelas coisinhas que compramos muitas vezes no pensamento "eu mereço", "eu esforcei-me", "etc. e etc." e embora nos facilitem a vida e nos façam jeito, passaríamos bem sem elas.

Querem saber quanto ganham por hora de forma bem simples (?) :
Imaginando 40h/semana de trabalho, mais coisa menos coisa, perfaz 160h/mês. Sabendo o valor liquido a receber, através da divisão de horas de trabalho sabe-se quanto se ganha/hora. (É obvio que esta é uma forma simplificada de como chegar ao nosso valor horário).
Exemplo:
Ordenado líquido: 1.000,00€ (era bom era!)
Horas mensais: 160h
Ganho/Hora: 1.000,00/160 = 6,25€.

Boas análises ao consumo 😉

3 comentários:

  1. O máximo que eu ganhei por hora nunca chegou a 5€. Tristeza =/
    E a sair da conta, não custa nada.
    Mas como basicamente não compro nada para mim, sempre para a casa ou para os outros e nunca há assim nada que eu queira mesmo muito... =P

    Beijocas

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    Respostas
    1. Como te compreendo. Num ordenado liquido de 1000€ consegue-se 6,25€/hora, já por si só um valor baixo e quem é que ganha os 1000€? poucos, eu não ganho.

      Beijinho

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  2. Ah sim esse é dos melhores truques. Almoçar fora todos os dias no trabalho e isso significar uma hora a menos todos os dias no vencimento? Ahh não. Comprar aquela mala XTPO e isso significar um dia de trabalho? Ah não! x)

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