quinta-feira, 28 de junho de 2018

Opostos.

Ontem em conversa com alguns amigos, aqueles que vêm do tempo do secundário, falou-se em fundos de garantia bancária, poupanças a prazo, instituições bancárias com taxas mais ou menos elevadas, de retenção de imposto em caso de morte, entre diversos outros pontos chave da banca, como o caso BES, p.e.

Já não é a primeira vez que o digo, eu vivo de mês a mês. Digo-o à família, aos amigos pessoais, aqui e a mim. O que gerou alguma confusão. Eu não vivo de mês a mês a precisar que o mês acabe logo para receber novo ordenado, não, não é esse o sentido que atribuo às palavras. Eu vivo de mês a mês a trabalhar uma poupança. A gerir o que vai para outros cofres e o que fica no meu. 

Recentemente decidi que quero poupar x, e apercebi-me que ainda assim chegava ao final do mês com y em conta, valor que até poderia ter sido poupança, mas como não atinge o valor mínimo de transferência periódica para a conta poupança, tinha de ficar ali, à ordem, e juntava-se ao valor do mês seguinte. E não gostava. Como o dinheiro não me faz comichão ficar parado na conta, Opto por manter o valor x em conta até ao final do mês, em caso de sobrar ainda + y, no último dia é transacionado para a poupança x+y. Sempre junto mais uns trocos.

E se acontecer algum imprevisto no meio tempo em que coloco a conta à ordem a zeros e o dia em que entra nova remuneração? 
Há um valor em casa. Também existe uma família que sei que pode ajudar. Como não tenho empréstimos para pagar o meu medo neste meio tempo é mínimo. Até porque se refere a 1-2dias no máximo.
Viver mês a mês para mim significa isto. Nem sempre assim foi.

Um dos rapazes do grupo trabalha no departamento de gestão financeira de uma empresa, trouxe à conversa dados de maximização de património monetário interessantes. Conceitos dele. A vivência dele. No entanto há também no grupo quem não confie sequer no débito direto da conta de electricidade, "eu? eles depois têm acesso à minha conta, retiram de lá o que quiserem. Eu não confio!". São opostos.
Cada um como é. Cada um com os seu propósitos. Somos todos amigos.

5 comentários:

  1. Conversar em grupo sobre este tipo de assuntos é aprender. Pelo que já li por aqui, não é a primeira vez que o faz com amigos.
    Parabéns, a julgar pelo nome do blog devem ser um grupo de jovens nos vintes. É bom saber que essa geração se importa com este tema.

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    1. Obrigada Pedro,
      Concordo, a partilha em grupo é importante. Quero acreditar que em todas as gerações há os que se preocupam e os que infelizmente não.
      Boa continuação :)

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  2. Como o Pedro, aqui em cima, refere, é mesmo interessante ver pessoal novo a falar de poupanças. Normalmente é ao contrário.
    Eu antes sentia-me um bicho. Ninguém poupava, ninguém tinha enxoval... :P

    Em relação ao assunto, eu poupo na conta. Tirar mesmo tudo, por acaso, não consigo. Gosto de ver a conta a engordar. E pior, mesmo que tire para a poupança, sinto-me pobre logo a seguir =P

    Neste momento infelizmente nem posso tirar para lado nenhum porque vamos fazer obras no prédio e estão a pedir 2mil€... mas quero se esta onda de despesas passa e se começo a juntar à séria. Mas depois também penso, para quê? Não quero ter filhos, quem vai ficar com o dinheiro?

    Beijocas

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    1. Na parte do enxoval também me sinto um pouco "bicho" como tu :D é raro quem se preocupe com isso hoje em dia. Adquirir tudo de uma só vez não deve ser, depois, pera doce.

      Possas, :( 2.000€ ainda é um grande montante… Mas a ser necessário, mais vale investir.
      Compreendo, mas mesmo não querendo ter filhos, podes pensar em férias, viagens, vida boa por uns tempos :)

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    2. Sim, é verdade. Ou posso ficar desempregada vá, e tenho uma almofada... =)

      Beijocas

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