segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Debate de Segunda-feira

Não sei se já reparam, e acredito que não, porque estas páginas são mais um caminho e espécie de caderno de notas, meu, que o vosso jornal diário, portanto a probabilidade de prestarem atenção é baixa.
 
Coloquei ali ao lado, na barra lateral direita, um tópico de titulo " Retorno de Instrução ".
 
Isto é o quê?
 
Estudei no ensino superior, com dinheiro saído dos bolsos dos meus pais. Penso agora, em devolver o que investiram em mim. Valor de propinas e de alojamento, pelo menos, e se a vida me permitir farei uma estimativa ao que gastavam na alimentação/mês (não me recordo nada desse valor, mas se questionar a minha mãe, ela recordar-se-á, pelo menos de um valor aproximado). As propinas e o alojamento sei perfeitamente quanto custavam, daí querer reembolsar pelo menos esses custos.
 
Sei que se perderá muito, porque entre sebentas, viagens, etc's, nunca saberei ao certo o que foi gasto…
 
Alguém passou por isto? Por querer pagar aos pais? Não é que me sinta na obrigação, ajudo em tudo o que posso, e sei que já fiz e faço muito, é mesmo para meu descanso pessoal sobre o assunto.
 
Ainda não falei sobre esta minha vontade a ninguém, e provavelmente só o farei aqui no blog, mas a ideia será:
 
1.º -  juntar o valor das propinas do 1º e 2º ano (o 3º ano fui eu que paguei).
2.º -  entregar esse valor e comunicar que pretendo de seguida apresentar o montante do alojamento.
3.º -  começar então a juntar o valor de alojamento do 1º e 2º ano (o 3º ano fui eu que paguei).
4.º -  entregar esse valor e pedir uma estimativa de custos mensais com alimentação e ou transporte.
5.º -  seguir o plano, juntar e pagar
         etc
 
Mas ainda não sei, não sei se farei assim por fases, se juntarei propinas e alojamento e dou tudo junto… ainda tenho de me debruçar sobre a questão.
 
O  que acham sobre este tema? têm opinião?
Devem os filhos faze-lo, devem os pais relembrar esse investimento, devem os filhos retribuir e apresentar essas contas quando financeiramente encontram estabilidade?
 
Agradecia a vossa opinião sobre o assunto ☺, são sempre bem-vindos.
 
P.s. - Já o podia fazer à vista neste exato momento. Mas não vejo a necessidade de o fazer já, já. Posso acabar o ano com a planificação que tinha (de atingir finalmente um valor -que quero muito- em poupança tradicional) e depois avançar com isto.

11 comentários:

  1. Boa tarde, nunca comentei no blogue muito por culpa da inercia ou de não ser um exemplo nas finanças, mas tenho por habito vir ler o que escreves.
    Dá para ter uma ideia do que tens e esperas ter pelo que vais descrevendo se juntarmos a informação que vais deixando dispersa nas publicações, não sei se é propositado ou não.
    Descobri-te em Setembro de 2018, li o blogue em 2 dias, tal como tu vivo em casa da minha mãe, com a diferença de ter um crédito automóvel e de achar que as tendências da moda sejam para seguir, seja em roupa ou tecnologias. Deixei-me andar até ao final do ano, foi em janeiro deste ano que comecei a ver que se quisesse também podia fazer alguma coisa por mim, mesmo com o crédito podia começar a poupar se corta-se em algumas coisas. Estou agora a começar, na verdade já gosto do que vejo, é pouco mas é meu e foi o primeiro passo.
    Gosto de aqui vir porque calculo que tenhamos mais ou menos a mesma idade. Terminei de estudar em 2013, por isso perto da data que também indicas como conclusão.

    Sobre este assunto nunca pensei e nem nunca li não sei se seria pessoa para o fazer, falta de coragem de me comprometer dessa forma. Compreendo e acho bonita a atitude, só não sei se o faria.
    A minha licenciatura também foi paga pelos meus pais e compreendo que seja um processo normal de educação eu se tiver filhos não vou aceitar que o façam, quer tenham boa situação financeira ou não. Se foi pago é porque se pôde.
    Sobre as tuas questões, não acho que os pais devam relembrar o investimento e também não acho que os filhos devam pagar, ajudar os pais em alguma situação mais pontual tudo bem, agora com o pagamento destes gastos não.

    just my opinion.

    Desculpa a extensão, beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, boa tarde

      Obrigada pelo voto de confiança, e por ires passando aqui no espaço :)

      Que bom!!!! que independentemente de teres um crédito auto, teres a força de vontade de começar a mudar em alguma coisa. O facto de sermos consumistas (eu também era) atrapalha muito e não nos deixa ver outros horizontes. Falo por mim, todos os meses estava ocupada em gastar em porcarias até perceber que não tinha mais para gastar, hoje é diferente, passo os meses a ver como e por onde posso melhorar e crescer.

      Sobre o tema em discussão, obrigada pela tua partilha e opinião. Eu a ter filhos e a poder pagar-lhes a universidade também não aceitaria o retorno, mas como filha é algo que me faria sentir melhor.

      Beijinho e obrigada

      Eliminar
  2. Meu Deus, até nisto? É que eu tenho esta mesma ideia. Só que infelizmente duvido que alguma vez consiga pagar.... estudei numa privada e ganho para lá de mal =/
    Mas adorava também pagar. Não por obrigação nenhuma, que não o sinto.

    Mas depois tens a outra parte da moeda e penso também muito nela. Os meus irmãos têm tudo de mão beijada, sem esforço... Terei eu efectivamente vontade de pagar a minha faculdade, sabendo que nem deverá ser a minha mãe a usufruir desse dinheiro?

    Pior, duvido que aceitasse.

    Se os teus não aceitarem, sempre podes oferecer-lhes uma viagem, por exemplo. Eu juro que adorava mesmo.

    Beijocas

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Cláudia :)
      Opá sério? Até aqui pensamos igual? :)))))

      O teu dia-a-dia é muito diferente do meu, eu se estivesse junta ou casada também não conseguiria pensar em executar isto, porque sabemos o que custa sustentar uma casa.

      Essa questão de quem iria usufruir do dinheiro é pertinente, se realmente não for para a tua mãe não vale a pena o esforço, ou então ir mimando-a com pequenas coisas ou favores ao longo do tempo, como gratidão.

      Estou no mesmo impasse, duvido que aceitem, mas vou tentar pelo menos o valor das propinas e do alojamento só mesmo para lhes retribuir em parte e o resto vou ajudando como alias o tenho feito desde que comecei a trabalhar.

      A tua ideia de lhes retribuir com uma viagem agrada-me, nem pela ideia da viagem em si, mas de poder agradecer de algum modo mais que alem do dinheiro :)

      Obrigada :) beijinho

      Eliminar
  3. Olá! Nunca comentei por aqui, mas já te acompanho há algum tempo. Depois de ter lido este post fiquei a pensar no assunto... Voltei agora aqui e depois de ler o comentário da Cláudia, percebi que concordo com ela. Uma viagem seria uma forma bonita de retribuíres o esforço que os teus pais fizeram; no entanto, a retribuição monetária pode sempre ser uma opção!

    Um beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Nat, boa tarde

      Obrigada pelas visitas :) e também já vi que iniciou a escrita, vou acompanhar.

      Sim, a mensagem da Cláudia também me deixou aqui a pensar numa retribuir alem dinheiro :)

      Obrigada, beijinho

      Eliminar
  4. Já eu, concordo que em caso de termos essa hipótese, devemos "agradecer" aos nossos pais por todo o esforço feito em prol do nosso sucesso. Mas sei que nunca me aceitariam fazer a "devolução" dos gastos comigo da maneira que tu descreves, tão explícita e (aparentemente) mecânica.
    Por isso calculei quanto desejava devolver à minha mãe, dividi em parcelas pequenas que sei que ela não repararia, e passei a fazer uma transferência mensal programada para a conta a prazo dela.😉
    Até hoje, ou não quer falar no assunto, ou ainda não deu por nada!😊

    Cumprimentos,
    Ariana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sou dessa opinião também Ariana, em poder-se financeiramente porque não? Não custa tentar pelo menos, já que não sei se aceitarão e não terei essa conversa até ter o valor dos 2 anos de propinas disponível.

      Excelente ideia a de programar reforços mensais na conta da sua mãe. Não havia pensado nisso, mas é algo a ponderar :)

      Ri na parte do "Até hoje, ou não quer falar no assunto, ou ainda não deu por nada! " a ternura das mães :)

      beijnho

      Eliminar
  5. Também gosto da ideia da Cláudia, de lhes ofereceres uma viagem (ou algo parecido, que saibas que eles vão apreciar e lhes vai fazer bem), em vez de mero dinheiro.

    Mas acho que neste caso o melhor seria mesmo... falar com eles. Perguntar o que é que acham, etc.. Se forem como os meus, provavelmente a reacção inicial será "nem penses nisso", mas insiste um pouco, mostra que estás a falar a sério, que é importante para ti, e que te sentirias mesmo melhor se lhes retribuísses de alguma forma o que fizeram por ti no passado.

    Talvez até possas dizer que de uma forma ou outra vais fazer *algo* por eles, e que se não te derem nenhuma sugestão, corres o risco de lhes dar algo que eles não gostem, e aí ninguém ganha nada com isso :) Em resumo: fala com eles, inclui-os na questão.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada OvelhaOstra,

      Sei que à partida se falar com eles a resposta é logo "não" e perco o entusiasmo de cumprir isto.

      Além de que acredito, conheço-os, têm opiniões diferentes.

      Sobre o facto de poder oferecer algo que não dinheiro como gratidão é realmente uma excelente opção e agradeço por me o terem indicado.

      Terei tempo para pensar sobre isto, dado que, é a partir de janeiro que tenciono focar-me nisso :)

      Muito obrigada :)

      Eliminar
  6. Confesso que pensei no mesmo à 19 anos mas eu sabia exactamente quanto tinha gasto nos 5 anos da universidade pois apontava tudo num caderno. Quando comecei a trabalhar poupei o máximo que pude e ao fim de algum tempo quis recompensá-los pelos gastos que tinham tido mas eles não aceitaram e confesso que nunca mais pensei no assunto até hoje quando li o teu post.

    ResponderEliminar

Concluir Maio, resumo do mês

Conforme publicação anterior, tinha em poupança 2.500,00€. Com o inicio de Junho já entrou o novo ordenado em conta e assim pude ver quanto ...