sexta-feira, 8 de março de 2019

Mulher (es)

Século XIX, inicio

1975 declarado Dia internacional da Mulher pelas Nações Unidas

08-03-2019, atualidade


Temos direitos. (disfarçados em muitos casos, circunstancias, sociedade envolvente)
Temos deveres.
Somos mães, filhas, noras, sogras, amigas.
Somos "pessoa".
Hoje, trabalhamos, temos horário, temos carro, temos direito ao estilo de vestuário, temos acessórios, cabelos pintados, jantar feito quando chegamos a casa.
Somos iguais ao masculino, nisso. (ou devíamos)

Eu não defendo a igualdade a olhos fechados, a ferro e fogo e com a determinação de quem precisa morrer por isso.
Eu sou mulher e sou diferente do homem e, não tenho qualquer problema em dizer isso. Se tenho direitos? o homem também tem. Se tenho deveres? o homem também tem. Se somos iguais? nem por sombras.

Eu não sou igual ao homem. Ponto!

Ontem o dia foi triste, nem de prepósito. Violência doméstica. É cruel o que ouvimos na tv a toda a hora (ou semanalmente). Primitivos? Eu sei lá que nome dar a isto. A mulher sofre de violência, mas não se iludam, o homem também sofre. Todos temos o lado fantástico e o lado obscuro. Tive um professor que disse, certo dia, que todos temos a capacidade de matar. Não me espanta, apesar de não me imaginar a fazê-lo.
Mas falemos de mulheres, das que se falaram ontem, das que falecem todos os anos, nas mãos de agressores. Não faço perguntas do gênero "mas não fazem queixa, porquê?"; "mas porque não saem de casa?"; "mas porque se deixam tocar uma segunda vez, quem bate uma, bate mil"... Não faço. Nunca fiz. Nem quero!!!

Cada uma tem as suas razões.
 
Mas, infelizmente, acredito que ainda há quem não saia da vida de opressão e de violência, pela dependência que têm à figura masculina. O homem ainda governa a casa. Aqui no interior ainda temos essa realidade, sim!.
Na casa dos meus pais, sempre todos saímos pela manhã, pais para trabalhar, "cachopos" para estudar. Mas em quantos e quantos lares a mulher fica? E não quer dizer, que toda a que fica em casa seja vitima. Pelo contrário, muitas vezes é o homem que é o explorado (isso também é ser vítima!).

Neste blog fala-se de quê? 80% de dinheiro. Então, hoje, em concordância com o dia, com os meus pensamentos, com a realidade, não ia ser diferente.
Tanto que eu gostava que a mulher tivesse direito ao trabalho, a ter um salário. Seria tão mais justo, tão mais fácil se poderem assumir perante os seus encargos, ficando assim dependentes de um trabalho, não de um homem.

Não sei o que me aguarda lá na frente. Mas tenho a cabeça tão formatada para ser eu a vencer, pelo esforço, por mim e pelos meus, que não me imagino a desfraldar os conceitos com que os meus pais me fizeram crescer.

Não censuro ninguém.

Mas a educação que recebemos é o espelho do que somos.
Eduquem bem as mulheres. Eduquem bem os homens.

2 comentários:

  1. Bela maneira de pensar. Tal e qual, em muitos aspectos, como eu.
    Também não concordo nada disso de sermos iguais aos homens. Somos todos diferentes. Se fazemos quase as mesmas coisas, sim fazemos. Mas somos todos diferentes. Os Direitos e Deveres é que deveriam ser iguais.
    Assim como as oportunidades.

    Mas lá está, aceito e concordo que somos diferentes deles em tantos aspectos... É normal.
    Nem 8 nem 80.

    Beijocas

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  2. O que me custa mesmo é para trabalhos iguais, exactamente iguais os salários deles serem por vezes o dobro dos nossos.

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